SUICÍDIO

A palavra suicídio (etimologicamente sui = si mesmo; -caedes = ação de matar) foi utilizada pela primeira vez por Desfontaines, em 1737 e significa morte intencional auto-inflingida, isto é, quando a pessoa, por desejo de escapar de uma situação de sofrimento intenso, decide tirar sua própria vida.

De acordo com dados atuais da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 3.000 pessoas por dia cometem suicídio no mundo, o que significa que a cada 30 segundos uma pessoa se mata. Estima-se que para cada pessoa que consegue se suicidar, 20 ou mais tentam sem sucesso e que a maioria dos mais de 1,1 milhão de suicídios a cada ano poderia ser prevista e evitada.

O suicídio é atualmente uma das três principais causas de morte entre os jovens e adultos de 15 a 34 anos, embora a maioria dos casos aconteça entre pessoas de mais de 60 anos. Ainda conforme informações da OMS, a média de suicídios aumentou 60% nos últimos 50 anos, em particular nos países em desenvolvimento. Cada suicídio ou tentativa provoca uma devastação emocional entre parentes e amigos, causando um impacto que pode perdurar por muitos anos.

Probabilidades

Através da observação dos casos de suicídios, pode-se constatar que há certos fatores que estão relacionados a uma maior ou menor probabilidade de cometer o suicídio. Por exemplo, as mulheres tentam o suicídio 4 vezes mais que os homens, mas os homens o cometem (isto é, morrem devido a tentativa) 3 vezes mais do que as mulheres. Isso se explica pelo fato de os homens utilizarem métodos mais agressivos e potencialmente letais nas tentativas, tais como armas de fogo ou enforcamento, ao passo que as mulheres tentam suicídio com métodos menos agressivos e assim com maior chance de serem ineficazes, como tomar remédios ou venenos.

Doenças físicas, tais como câncer, epilepsia e AIDS ou doenças mentais, como alcoolismo, drogadição, depressão e esquizofrenia, são fatores relacionados a taxas mais altas de suicídio. Além disso, uma pessoa que já tentou cometer o suicídio anteriormente tem maior risco de cometê-lo.

A idade também está relacionada às taxas de suicídio, sendo que a maioria dos suicídios ocorre na faixa dos 15 aos 44 anos. Doenças físicas, tais como câncer, epilepsia e AIDS ou doenças mentais, como alcoolismo, drogadição, depressão e esquizofrenia, são fatores relacionados a taxas mais altas de suicídio. Além disso, uma pessoa que já tentou cometer o suicídio anteriormente tem maior risco de cometê-lo.

Motivos

As pessoas podem tentar ou cometer suicídio por diversos motivos:
 

numa tentativa de se livrarem de uma situação de extrema aflição, para a qual acham que não há solução
por estarem num estado psicótico, isto é, fora da realidade
por se acharem perseguidas, sem alternativa de fuga
por se acharem deprimidas, achando que a vida não vale a pena
por terem uma doença física incurável e se acharem desesperançados com sua situação
por serem portadores de um transtorno de personalidade e atentarem contra a vida num impulso de raiva ou para chamar a atenção.

Indicadores de Risco

O suicídio é algo que, em geral não pode ser previsto, mas existem alguns sinais indicadores de risco, e eles são:
 

tentativa anterior ou fantasias de suicídio,
disponibilidade de meios para o suicídio,
idéias de suicídio abertamente faladas,
preparação de um testamento,
luto pela perda de alguém próximo,
história de suicídio na família,
pessimismo ou falta de esperança, entre outras.

Pessoas que apresentem tais indicadores devem ser observadas mais atentamente. Entretanto não se pode ter certeza alguma a respeito pois a idéia de morrer pode mudar na mente da pessoa, de um momento para outro.

Como encaminhar quem está com risco de suicídio

Quando a preocupação a respeito de um risco de suicídio ocorrer em relação a uma pessoa, esta deve ser encaminhada a uma avaliação psiquiátrica, em emergências de hospitais que trabalhem com psiquiatria, para que se possa avaliar adequadamente o risco e oferecer um tratamento para essa pessoa.

Esse tratamento poderá ser uma internação, quando for avaliado que o risco é muito grave, ou tratamento ambulatorial (consultas regulares com psiquiatra), ocasião em que é feita uma avaliação das circunstâncias da vida da pessoa, se ela tem uma família que possa estar presente, observando-a e fornecendo-lhe suporte, e à qual, ela própria, apesar da vontade de se matar, possa comunicar isso e pedir ajuda antes de cometer o ato.

Quando alguém estiver pensando em cometer suicídio é importante comunicar essa idéia para que outros possam ajudá-lo, pois quem está se sentindo tão mal a ponto de pensar que a morte é sua única saída, com certeza precisará de ajuda para sair dessa.





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REAÇÕES DEPRESSIVAS NORMAIS E DE AJUSTAMENTO  O limite entre o que é doença e o que é uma reação normal à vida, depende de quão intenso é o sofrimento da pessoa e de como ela reage no seu cotidiano aos fatores que a estão deixando triste.

ALCOOLISMO  Um indivíduo pode tornar-se alcoolista devido a um conjunto de fatores, incluindo predisposição genética, estrutura psíquica, influências familiares e culturais.

DEPRESSÃO  É uma doença que se caracteriza por afetar o estado de humor da pessoa, deixando-a com um predomínio anormal de tristeza. As mulheres são duas vezes mais afetadas que os homens.

EMERGÊNCIAS PSIQUIÁTRICAS  São quaisquer alterações nos pensamentos, sentimentos ou comportamentos para as quais se faz necessário atendimento rápido por representar risco significativo para pacientes ou para outras pessoas.

TRANSTORNOS MENTAIS EM IDOSOS  A velhice é um período normal do ciclo vital caracterizado por algumas mudanças físicas, mentais e psicológicas.

ANOREXIA NERVOSA  É um transtorno alimentar no qual a busca implacável por magreza leva a pessoa a recorrer a estratégias para perda de peso, ocasionando importante emagrecimento.

DISTIMIA - ESTADO CRÔNICO DE DEPRESSÃO  A distimia é uma doença do humor, como a depressão, porém ocorrendo de uma forma crônica, com a persistência de tristeza por longo tempo (pelo menos dois anos), durando a maior parte do dia, na maioria dos dias.

ESQUIZOFRENIA E OUTROS TRANSTORNOS PSICÓTICOS  É uma doença mental que se caracteriza por uma desorganização ampla dos processos mentais. É um quadro complexo apresentando sinais e sintomas na área do pensamento, percepção e emoções, causando marcados prejuízos ocupacionais, na vida de relações interpessoais e familiares.

TRANSTORNO BIPOLAR DO HUMOR  Antigamente denominado de psicose maníaco-depressiva, é caracterizado por oscilações ou mudanças cíclicas de humor.

TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA  A ansiedade é um sentimento desagradável, vago, indefinido, que pode vir acompanhado de sensações como frio no estômago, aperto no peito, coração acelerado, tremores e podendo haver também sensação de falta de ar.

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Autor

Título: SUICÍDIO

Link :
Data de Publicação :01/11/2001 - Revisão : 05/01/2010 - Acesso : 24/04/2014
Palavras-Chave : SUICÍDIO - Psiquiatria - Idéia de Suicídio , fatores de risco , sofrimento intenso , câncer, epilepsia , AIDS , alcoolismo, drogadição, depressão , esquizofrenia .





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