|
|
![]() |
|
Início |
Artigos/Especialidades |
Assuntos A-Z |
Consulte Profissionais |
Dieta do Mediterrâneo |
Twitter |
RSS |
Newsletter |
Aviso Legal
Homem | Mulher | Criança | Pele | Sexo | Comportamento | Cirurgia Plástica | Coração | Câncer | Dentes | Reumatismo | Infecções A | B | C | D | E | F | G | H | I | J | K | L | M | N | O | P | Q | R | S | T | U | V | X | Z |
|
CÁLCULOS BILIARES O que é? Cálculos biliares ou cálculos das vias biliares, tecnicamente são chamados de litíase biliar. Litíase vem do grego "lithos"- pedra. De fato, cálculos são pedras mais ou menos duras. Conceito de Vias Biliares: O fígado tem múltiplas funções e uma delas é produzir bile que será eliminada através do intestino. O órgão se constitui de duas porções, chamadas lobos, que por sua vez se subdividem em vários segmentos. A via biliar é um conjunto de canais que se forma dentro do fígado e que confluem de modo completamente similar a um rio. Começam com canalículos, dentro dos diversos segmentos, que vão confluindo até formar dois canais maiores que drenam o lobo hepático direito e o lobo hepático esquerdo. Já ao saírem do fígado, esses dois canais se unem para formar um canal hepático comum que, depois de receber o canal da vesícula biliar, continua com o nome de colédoco. Este nada mais é do que a última porção da via biliar que desembocará no duodeno, sendo este a primeira porção do intestino delgado. Nessa junção do colédoco com o duodeno, há um músculo circular, denominado esfíncter de Oddi, que regula a passagem de bile para o intestino. O colédoco reforçado por esse esfíncter, ao entrar no duodeno, forma uma saliência visível designada papila duodenal. A vesícula biliar é uma bolsa, localizada sob o fígado, fora deste, comparável a um lago, que se comunica com a via biliar comum por um canal próprio, o ducto cístico. Na vesícula biliar a bile se concentra no intervalo das refeições e é esguichada, logo após as mesmas, para o intestino. Onde ocorrem cálculos biliares? Cálculos biliares podem existir em qualquer porção da via biliar, mas aparecem comumente na vesícula e com menor freqüência no colédoco. Como se formam os cálculos biliares? A bile tem três componentes básicos: bilirrubina, sais biliares e colesterol. A bilirrubina é um pigmento derivado da destruição dos glóbulos vermelhos do sangue, efetuada no baço. Através da circulação, é levada para o fígado que a elimina pelos canais biliares; ela dá a cor à bile. O fígado produz os sais biliares que são importantes no processo de digestão dos alimentos, especialmente das gorduras. O colesterol é eliminado pelo fígado, através da bile. Há um equilíbrio físico-químico entre essas três substâncias que mantêm a bile em estado líquido. Rupturas nesse equilíbrio provocam precipitação de seus componentes, dando origem aos cálculos. Os componentes dos cálculos, entre outros, são sais de cálcio e colesterol. Conforme a predominância, serão cálculos colesterólicos, cálcicos ou mistos. Conseqüências da litíase biliar? Os cálculos biliares podem permanecer silenciosos durante anos ou se manifestarem a qualquer momento. Quando um cálculo da vesícula biliar obstrui o ducto cístico, seu canal de drenagem pára o colédoco, provocando contração da parede muscular da vesícula que se traduz por dor em cólica - cólica biliar. Quando o cálculo se encrava no ducto cístico, impedindo a passagem de bile, esta é retida e desencadeia um processo inflamatório agudo - colecistite aguda. Habitualmente, nessa bile retida, crescem bactérias e a vesícula obstruída se comporta com um abscesso e pode ser o desencadeamento de doença grave. A colecistite aguda pode regredir ou não. Quando for persistente, vai se comportar como um abscesso local. Pode romper, ficando bloqueada sob o fígado ou romper para dentro do abdômen provocando peritonite aguda. Quando um cálculo localizado no colédoco obstrui esse canal, a bile não passa para o intestino e reflui através das células hepáticas para a corrente circulatória. A bilirrubina refluída para o sangue provoca uma cor amarelada típica da pele - icterícia. Essa bile retida pode infectar, provocando doença grave designada colangite aguda. Cálculos biliares e câncer O câncer da vesícula biliar não é freqüente e o câncer em canais biliares é ainda mais raro. Seu índice de cura é muito baixo. Câncer da vesícula biliar é relacionado à presença de cálculos em seu interior, habitualmente presentes há muito tempo. Tratamento da litíase biliar A litíase biliar sintomática deve ser tratada. Seu tratamento habitual é cirúrgico. A litíase de colédoco pode ser tratada por endoscopia: o endoscopista faz uma incisão na papila duodenal, corta o esfíncter de Oddi e, por essa abertura, retira os cálculos. Houve mudança importante na abordagem cirúrgica da via biliar com o desenvolvimento da cirurgia laparoscópica. A ressecção laparoscópica da vesícula biliar é totalmente similar à extração do órgão por cirurgia tradicional, aberta. Com essa nova abordagem cirúrgica (videolaparoscopia), há menos dor pós-operatória, recuperação mais rápida para as atividades normais, menor tempo de internação hospitalar e evitam-se complicações inerentes a extensas incisões cirúrgicas no abdômen.
Leia também:
CÓLICA BILIAR , COLECISTECTOMIA - Cirurgia da vesícula biliar , CIRURGIA LAPAROSCÓPICA , Cirurgia Geral
Autor
Título: CÁLCULOS BILIARES
Compartilhe
Aviso Legal: Proibida a reprodução integral ou parcial, para uso comercial, editorial ou republicação na internet, sem autorização MESMO QUE CITADA A FONTE - (Inciso I do Artigo 29 - Lei 9.610/98). Permitido o uso para trabalhos escolares, sem autorização prévia, desde que não sejam republicados na internet. Os anúncios publicitários são de responsabilidade exclusiva de seus respectivos anunciantes, não constituindo qualquer forma de indicação ou de interferência no conteúdo editorial. Declinamos toda e qualquer responsabilidade legal advinda da utilização das informações acessadas através do site ABC DA SAUDE, o qual tem por objetivo a informação, divulgação e educação acerca de temas médicos, e cujos artigos expressam tão somente o ponto de vista dos seus respectivos autores. Tais informações não deverão, de forma alguma, ser utilizadas como substituto para o diagnóstico médico ou tratamento de qualquer doença sem antes consultar um médico. |
Busca Destaques
|
Quem Somos |
Autores |
Aviso Legal |
Política de Privacidade |
Publicidade |
Contato
© Copyright
2010 - ABC
da Saúde Informações Médicas Ltda