Anticoncepção – Métodos de Barreira

Continuação de Anticoncepção e Contracepção…

MÉTODOS DE BARREIRA

1 – AGENTE ESPERMATICIDA

O objetivo dos agentes espermaticidas é imobilizar e destruir os espermatozóides, dificultando ou impedindo a penetração desses no canal cervical. Geralmente as geléias, pomadas e cremes espermaticidas são utilizados em associação ao diafragma ou ao capuz cervical. O Monoxinol-9 a 5% é a substância ativa mais utilizadas em espermaticidas. Não é um método muito efetivo se usado isoladamente. Este método pode causar irritação vaginal e alteração da flora vaginal, por esse motivo não é recomendado com o objetivo de prevenir a transmissão de DST, e não deve ser usado em mulheres de alto risco para HIV, infectadas pelo HIV ou que sejam portadoras de AIDS.

Observações:

 

Deve ser aplicada na vagina 10 a 30 minutos antes da relação.
A eficácia do método isolado é muito baixa.
Entre os efeitos adversos estão as alergias que ocorrem em 1 a 5% das usuárias.

Duchas vaginais pós-coito, mesmo contendo espermaticidas não têm eficácia anticoncepcional.

 

 

2 – PRESERVATIVO MASCULINO (Camisinha, Condom Masculino, Camisa-de-Vênus)

É um dos métodos anticoncepcionais mais difundidos no mundo. Esse método como contraceptivo não figura entre os mais eficazes (a taxa de falha é de 5 a 12%), podendo ter índices de falha muito maiores conforme o usuário (as taxas de gestação são maiores em adolescentes e pessoas menor escolaridade). Entretanto o CONDON tem um papel importantíssimo na prevenção das doenças sexualmente transmissíveis, principalmente o HIV.



Camisinha: fechada e aberta (desenrolada)

 

Vantagens: relativo baixo custo
fácil aquisição
praticidade
prevenção das doenças sexualmente transmissíveis
não oferece riscos à saúde ou complicações médicas
 

Riscos:

Ocasionalmente pode causar alergia.

A eficácia do preservativo está diretamente ligada à qualidade do produto e ao seu uso correto. Para isso, observar o que segue:

 

O preservativo deve ser usado em todas as relações
Para colocar , desenrolar todo o condom sobre o pênis ereto, deixando um espaço de 2 cm na ponta (sem ar), para servir de reservatório para o esperma
Colocar o condom antes do contato do pênis com a vagina, pois o líquido seminal pré-ejaculatório pode conter espermatozóides.
Após a ejaculação o pênis deve ser retirado da vagina antes de ficar flácido, tendo o cuidado de segurar a camisinha na base do pênis evitando que haja vazamento de esperma.
Usar uma camisinha para cada relação. A camisinha não pode ser reaproveitada.


Modo correto de colocação do preservativo.

 

3 – PRESERVATIVO FEMININO (Condom Feminino)

É um método relativamente novo de anticoncepção. O índice de falha é em torno de 18 a 25%, já tendo sido observadas falhas de no mínimo 12% em um ano.

Tem a vantagem de também proteger contra as doenças sexualmente transmissíveis.

 

Anel Externo (Outer Ring) – cobre a parte externa da vulva

Anel Interno (Inner Ring) – é colocado no fundo vaginal (semelhante ao diafragma)

O anel interno é apertado entre os dedos para inserção; coloque o dedo indicador entre o dedo médio e polegar.
Com o dedo indicador certifica-se que o condon está corretamente colocado e que não está torcido
O aro externo fica para fora da vagina

 

Vantagens: é um método de barreira que diminui o risco das doenças sexualmente transmissíveis.
 
Desvantagens: índice de falha relativamente alto quando comparado com métodos hormonais
tem alto custo
muitas mulheres referem ter dificuldade para correta inserção

 

 

4 – DIAFRAGMA

É uma membrana côncava que é colocada na vagina e encobre o colo do útero.



Diafragma de 3 diferentes tamanhos.

 

Deve ser colocado entre o fórfice vaginal posterior (fundo de saco vaginal atrás do colo do útero) e anteriormente vai até o púbis .



Colocação e posicionamento correto do diafragma.

O diafragma tem diversos tamanhos (variam de 5 a 10,5 cm). O ginecologista mede, com anéis medidores, o tamanho adequado para cada paciente. É papel do médico orientar a paciente quanto a correta colocação e remoção do diafragma.



Anéis medidores, para a escolha do tamanho do diafragma.

Os índices de falha podem ser tão baixos quanto 2% e podem ir até 23%. A falha típica por ano é em torno de 18%. Não figura entre os métodos mais eficazes, sempre devem ser associados com um espermaticida. Não são recomendados para mulheres de alto risco para HIV, infectadas pelo HIV ou que tenham AIDS.

Cuidados com o uso do diafragma:

 

Deve ser sempre associado a produtos espermaticidas
Estudos quanto ao tempo ideal para colocação e retirada do diafragma não existem
Após a remoção o diafragma deve ser lavado em água morna e sabão neutro, secado e guardado em seu estojo.
Pode ser pulverizado com pó de amido.

NÃO DEVEM SER USADOS TALCOS PERFUMADOS, NEM VASELINA.

As orientações a seguir são baseadas em experiências clínicas:

 

Estudos quanto ao tempo ideal para colocação e retirada do diafragma não existem
Não deve ser inserido mais de 6 horas antes da relação
Deve ser deixado no local no mínimo 6 horas após a relação, mas não mais do que 24 horas
Não deve ser feita ducha vaginal após a relação

 

 

5 – ESPONJA VAGINAL

A esponja vaginal é um sistema que libera o espermicida nonoxynol-9. A esponja deve absorver o sêmen e bloquear a entrada dos espermatozóides no canal cervical. Cerca de 20% do espermicida é liberado em 24hs. Deve ser colocada imediatamente antes do ato sexual, devendo ser umedecida antes da inserção para ativar o espermicida.

Não é encontrada no Brasil, somente no exterior (TODAY ® sponge).

Efeitos adversos incluem reações alérgicas no local, com secura vaginal, leucorréia ou coceira.

A taxa de falha é de 18 a 28%, sendo maior em multíparas.

NÃO É CONSIDERADO UM MÉTODO EFICAZ.