Alimentos tipo fast-food continuam sendo um problema importante de saúde  | ABC da Saúde

Alimentos tipo fast-food continuam sendo um problema importante de saúde

Apesar das campanhas de alerta, da popularização de informações científicas sobre o potencial prejuízo que trazem à saúde e de políticas de saúde pública, pouco tem mudado na composição dos lanches rápidos, internacionalmente conhecidos como fast-food, e de sua contribuição para a baixa qualidade alimentar da população.

As principais causas de morte precoce e de doenças inflamatórias crônicas estão associadas à obesidade e má qualidade alimentar. A ingestão de um excesso de energia, de sódio (sal), de gordura saturada, de gordura trans e de açúcar estão diretamente ligadas a estas situações de ameaça à saúde. Nos últimos 40 anos a popularização do "comer fora", principalmente com a gigantesca expansão das grandes cadeias internacionais de fast-food, tem colaborado decisivamente para esta super-ingestão de baixa qualidade nutricional. A participação do fast-food na energia total ingerida pelos americanos no período de 1977 a 2010 quase dobrou.

Uma pesquisa recentemente publicada na revista científica Preventing Chronic Disease sugere um quadro nada animador quanto à melhora da qualidade dos alimentos tipo fast-food. O estudo coletou dados nutricionais de alimentos de 3 grandes cadeias americanas de fast-food no período de 1996 a 2013. Os dados analisados foram energia, sódio, gordura saturada e gorduras trans de batatas fritas, burgers, sanduíche de frango grelhado e refrigerante regular de cola. Os dados do ano de 2013 revelam que o conteúdo energético de um cheeseburger contribui com 65% a 80% do total de calorias recomendadas para um dia, com 63% a 91% da recomendação diária de sódio.

Se consumidos isoladamente na refeição o item alimentar pode ser menos nocivo do que quando os alimentos estão combinados (em "combo"). Ao comer uma refeição de um sanduíche com batatas fritas e um refrigerante o consumo de sal, só nesta refeição, pode chegar a 139% da quantidade recomendada por dia. Estes efeitos podem ser ainda mais graves em crianças, pois além da nocividade deste tipo de alimentação em si, o consumo frequente de alimentos tipo fast-food prejudicam a educação alimentar saudável que devemos dar às nossas crianças.

Esta pesquisa vem reforçar a noção de que evitar comer fora, principalmente alimentos tipo fast-food, é o primeiro grande passo para uma mudança alimentar que promove a saúde e aumenta a qualidade de vida.

Autor: Equipe ABC da Saúde

Referência Bibliográfica

  • -Preventing Chronic Disease 2014 DOI: http://dx.doi.org/10.5888/pcd11.140202.

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Publicado em : 09/01/2015 10:33





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