Angelina Jolie faz “cirurgia redutora de risco -

Angelina Jolie faz "cirurgia redutora de risco".

Por Dra. Alice Zelmanowicz

O câncer é uma doença que tem alguns fatores de risco bem conhecidos como o fumo, o álcool e a obesidade, porém, na maioria dos casos, não se consegue identificar uma causa específica. Um dos fatores de risco conhecidos é a herança genética. Para o câncer de mama, a história familiar de câncer está associada a menos de 10% dos casos. Porém, quando presente, pode aumentar muito a chance de uma pessoa desenvolver um câncer. No entanto, ter um parente próximo, como mãe, irmão ou filhos com este diagnóstico, não quer dizer que esta família tem um câncer hereditário, com uma mutação genética identificável. Isso acontece numa minoria dos casos de famílias com síndromes hereditárias que aumentam o risco de seus integrantes de desenvolver algum tipo de câncer. Para algumas destas síndromes, já foi desenvolvido um teste genético para identificar os portadores da mutação que confere um risco aumentado. Estas famílias podem passar por um processo de aconselhamento genético com um médico geneticista (no Brasil, só esta especialidade médica é que pode solicitar este exame) e alguns podem decidir que querem saber se carregam o gene. Se o gene é identificado no exame de forma inequívoca, pode-se estimar o risco real e individualizado para aquela pessoa e pode-se desenvolver intervenções preventivas específicas para se diminuir o risco do câncer aparecer ao longo da vida.

Uma destas síndromes é a do Câncer de Mama e Ovário Hereditário. Os genes envolvidos nesta síndrome são chamados de BRCA1 e BRCA2 ( do inglês BReast CAncer). Caso um individuo, homem ou mulher, seja portador de uma das mutações em um destes genes envolvidos no aumento do risco de câncer, este risco pode ser tão grande quanto 80% para câncer de mama e 50% de ovário ao longo da vida. O risco de câncer associado à mutação no BRCA1 está relacionado principalmente ao câncer de mama e ovário mas o BRCA2 pode aumentar o risco destes e também de pâncreas, próstata, câncer de pele melanoma e outros.

A decisão de se submeter a alguma intervenção preventiva nos portadores desta mutação é individual e particular e altamente aconselhável. Pode-se seguir o paciente ou a paciente de forma mais frequente com exames de imagem e laboratório e diagnosticar tão precocemente quanto possível o câncer. Pode-se usar medicações profiláticas. E pode-se fazer uma cirurgia redutora de risco. Neste caso, retira-se o órgão altamente provável de desenvolver o câncer. O câncer de mama se desenvolve nas glândulas mamárias e elas podem ser retiradas totalmente (adenomastectomia) por um cirurgião experiente e esta cirurgia reduz em 90% a incidência deste tipo de câncer. A retirada dos ovários (ooforectomia) reduz o risco do câncer de mama em até 50 % nos estudos realizados em populações americanas e em até 90% o risco de desenvolver o câncer de ovário.

Quem deve fazer o aconselhamento genético? Qualquer pessoa que pensa ter uma historia de câncer na família sugestiva de câncer genético.

Para quem o geneticista vai indicar o teste após um processo de aconselhamento genético? Para as mulheres que tenham:

* Dois parentes de primeiro grau com câncer de mama, um dos quais recebeu o diagnóstico aos 50 anos de idade ou menos;

* Uma combinação de três ou mais parentes do primeiro ou segundo grau com câncer de mama, independentemente da idade do diagnóstico;

* Uma parente de primeiro ou segundo grau com câncer de mama e ovário (na mesma pessoa) ou câncer de mama bilateral;

* Dois ou mais parentes de primeiro ou de segundo grau com câncer de ovário, independentemente da idade ao diagnóstico;

* Um parente de primeiro ou segundo graus com ambos, mama e ovário em qualquer idade;

* Um histórico de câncer de mama em um parente do sexo masculino.

As mulheres de origem judaica Ashkenazi tem um risco maior de serem portadoras desta mutação e logo serão aconselhadas a fazer o teste se tiverem qualquer parente de primeiro grau com câncer de mama ou dois parentes de segundo grau com este câncer.

Porém lembrem-se, os principais fatores de risco para o câncer de mama são: exposição ao hormônio estrógeno, peso inadequado, ingestão de bebidas alcoólicas (mais de ½ dose por dia ou 5 doses por semana) e não ter amamentado. Estes são fatores de risco que podem ser reduzidos ao se adotar um estilo de vida mais saudável.

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Publicado em : 15/05/2013 11:58





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