Políticas antifumo previnem milhões de mortes

Políticas antifumo previnem milhões de mortes

Brasil é destaque na adoção das políticas da Organização Mundial da Saúde

Hoje as evidências científicas são contundentes em relação aos malefícios produzidos à saúde pelo uso do cigarro. Preocupada com isso, no ano de 2005 a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou um programa mundial de controle do fumo. A implementação deste programa foi um dos tratados de adoção mais rápida em toda a história da Organização das Nações Unidas.

Para auxiliar os países signatários na implementação do programa a OMS instituiu no ano de 2008 um pacote de medidas de controle do fumo, todas elas baseadas em evidências científicas.

Estas medidas consistiram de:

· Políticas de controle e monitoramento de uso do tabaco;
· Ajuda para o indivíduo deixar o fumo;
· Conscientização da população sobre os perigos do cigarro;
· Banimento da promoção e propaganda de cigarro;
· Aumento dos impostos sobre o cigarro.

O Brasil é um dos países referidos como líderes (juntamente com a Irlanda e Tailândia) no rigor da adoção das medidas recomendadas pela OMS.

Com o intuito de avaliar o impacto das medidas antifumo, cientistas americanos realizaram um estudo estimando a redução a longo prazo de mortes atribuídas ao cigarro, pela simples implementação nos primeiros três anos de adoção das políticas da OMS, nos países signatários.

Os resultados da pesquisa foram publicados no Boletim da Organização Mundial da Saúde deste mês de julho de 2013 e estimam que o maior nível de adoção das medidas propostas resulte em 15 milhões de fumantes a menos, evitando 7,4 milhões de mortes até o ano de 2050.

Estes dados servem para estimular ainda mais o rigor da implementação e manutenção, pelos governos, das medidas antifumo da OMS.

Autor:Dr. Gilberto Sanvitto - ABC da Saúde

Referência Bibliográfica

  • - Bulletin of the World Health Organization 2013;91:509-518. doi:http://dx.doi.org/10.2471/BLT.12.113878

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Publicado em :09/07/2013 15:42




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